
Como grande parte da população do Grande Rio, de segunda pra terça, não dormi. Deixei o trabalho no dia 5, mas só cheguei em casa às 9h30 do dia 6. Parados, por sete horas, na Rua Barão de Itapagipe, eu, Mario Brizon e Bruno Vaz, mudávamos o rádio do carro entre estações FM e AM. De vez em quando, notícias do caos e das muitas mortes. Na maioria do tempo, MPB ou JB FM, pra tentar relaxar um pouco.
Imóveis, três jornalistas ilhados sem nada pra fazer, pensamos que as rádios, assim como fazem as televisões e jornais, bem que poderiam adequar sua programação aos acontecimentos nas cidades. Assim, pensamos numa faixa especial, onde a chuva seria a personagem principal das canções, para adequar o clima geral à experiência indescritível daquele inesquecível momento de confraternização.
Assim, foram logo lembradas a clássica Chove Chuva (do Jorge Benjor), a lânguida Chuva de Prata (com Gal Costa), a desbundada Deixa Chover (Guilherme Arantes), a bossanovista Chuvas de Verão (Caetano Veloso), a filosófica Primeiros Erros (Kiko Zambianchi), a 'maysística' Me Chama (Lobão), a voluntariosa Medo da Chuva (Raul Seixas), o axé romântico de Quando a Chuva Passar (Ivete), a 'emaconhada' Sonho Molhado (Gilberto Gil), a 'jovem guardista' O Ritmo da Chuva (Fernanda Takai) e a carnavalesca Chuva, Suor e Cerveja (Caetano, de novo).
Qual delas mais se adequa a sua experiência nesse dia?
Alguém aí lembra de mais alguma?
1 comentários:
Acho que a sua trilha foi "Singin' in the rain", não é mesmo? Bjs, bjs.
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